Espelta: o Trigo Rústico
Origem e história
A Espelta (Triticum spelta), também conhecida como trigo “rústico” ou trigo vermelho, é uma espécie da família das gramíneas. Foi o alimento principal das civilizações antigas Grega e Romana, e a base alimentar de populações durante a Idade Média, sendo considerado o mais precioso dos cereais. 

Ao longo dos tempos, esta espécie deixou de ser consumida, dando lugar ao arroz e variedades híbridas do trigo. Este desuso secular da Espelta permitiu manter este cereal num estado mais original e menos exposto a manipulações genéticas, a que outras variedades de cereais foram, entretanto, sujeitas. 

Atualmente, foi redescoberta pela agricultura biológica, por ser muito resistente a pragas e condições climatéricas adversas. Para além de nutricionalmente mais completa, possui uma maior digestibilidade e um sabor bastante agradável.
Características e Benefícios
Um cereal altamente energético, com hidratos de carbono complexos e uma boa fonte de proteínas de alto valor biológico, com especial destaque para aminoácidos como a lisina, naturalmente escassa na maioria dos cereais. É ainda uma excelente fonte de fibras, de minerais como o fósforo, ferro, magnésio e potássio e de vitaminas do grupo B. 

- Alto teor em fibra e em vitaminas B1 e B3
- Fonte de proteína, de vitamina B2, ferro e potássio
- Proveniente de agricultura biológica
- Não geneticamente modificada

A Espelta apesar de conter glúten, apresenta uma menor quantidade do que o trigo, o que a torna mais digerível e melhor tolerada pelo organismo. Este cereal garante ao organismo uma provisão constante de energia. Na digestão, os hidratos de carbono são lentamente transformados em dióxido de carbono e água, que são eliminados do organismo sem deixar resíduos. 

Recomendada em casos de stress e ansiedade, problemas do sistema digestivo e ideal para quem sofre de digestões difícieis. É também muito importante na manutenção da saúde do sistema nervoso e cardiovascular, devido à alta concentração em minerais.

A sua farinha tem um sabor ligeiramente doce, semelhante à noz, sendo mais solúvel em água e mais fácil de digerir do que a farinha de trigo comum. Pode ser utilizada em substituição da farinha de trigo, podendo ainda ser combinada com outros tipos de farinha, como a de arroz, aveia, centeio, trigo-sarraceno ou alfarroba, em receitas de pães e pastelaria.
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